Coluna

Os impactos da Covid-19 na Economia e no Novo Normal

É muito óbvio, que a Covid-19 trouxe impactos absolutos sobre a economia, não precisamos ir muito longe, para vermos a quantidade de estabelecimentos comerciais e indústrias sofrendo os castigos provenientes deste surto. É um fato concreto que a pandemia afetou diretamente, setores importantes da sociedade desde o primário até o quaternário.

A citar-se como exemplo, em Janeiro/2021, a montadora Ford, anunciou o fechamento de suas fábricas no Brasil. À princípio acreditávamos ser apenas por motivos de ruído na comunicação entre o governo e o plano estratégico da companhia, logo tivemos o anúncio de que a Covid-19, estava atacando diretamente suas vendas e reduzindo assim, sua capacidade de lucro, consequentemente trazendo perdas significativas.

A Ford anunciou, 5.000 demissões no Brasil e na Argentina, e para quem desejar adquirir um modelo da montadora, terá que importar o seu do Uruguai ou Argentina.

Devemos lembrar, que apesar da pandemia, tínhamos empresas que estavam em recuperação judicial, como é o caso da Avianca do Brasil, que ingressou na justiça em Dezembro de 2018, com pedido de recuperação judicial. E em Julho de 2020, devido a pandemia, solicitou para tipificar a sua recuperação judicial em falência, findando as suas atividades comerciais.

Empresas como; Cirque du Soleil, Hertz, J. Crew e tantas outras, ingressaram com pedido de falência. Só no Brasil, foram registrados, 716.000 mil, empresas que fecharam as portas, desde o princípio da pandemia, segundo o IBGE, escalonando um cenário “travestido” de uma espécie de terror empresarial e econômico, onde o que figurou em alusão era o medo, pelo como seria o amanhã.

Impactos esses, que nos fazem tentar entender, como será o amanhã da nossa economia. 

A grande diversidade de empresas entrando em falência, devido a pandemia é assustadora é uma onda, Top Down, de cima para baixo, dá mais alta empresa, para as de menor porte e envergadura, dentro deste ensejo, nos fazemos outra pergunta.

Os governos globais, conseguirão frear os impactos da Covid? 

Temos que nos atentar, que a estrutura econômica de um país, é muito diferente de uma empresa, é o que chamamos de Macroeconomia. Seguindo nesta direção, como se manterá a economia dos países desenvolvidos e quanto aos emergentes? E o mercado que sofre com a volatilidade intermitente? O cenário global, possuí players que disputam mercado entre si, porém; nem todos em paridade.

Esse cenário, ficou bem óbvio no auge da pandemia, quando países desenvolvidos, brigavam entre si, na disputa por Epi’s, (Equipamentos de Proteção Individual), países emergentes como o Brasil, não tiveram eficácia na aquisição de certos materiais, devido a demanda global ser muito alta, e a oferta ser contundentemente baixa.

Os players que saíram na vantagem, foram países desenvolvidos aos quais, podemos relembrar que,  vimos uma infinidade de cargas de epi’s, sendo bloqueadas em aeroportos, e tivemos ali, a certeza que contrato formal e tácito protegido e amparado legalmente, não tem valor algum em meio a um caos econômico e social. Pesou na balança levando a melhor, os países que colocaram, recursos em cima da mesa para negociar, e vimos fornecedores,  que não respeitaram cláusulas contratuais importantes e nem acordos selados entre empresa e ministros de estados.

Esse jogo sujo, nos remonta um cenário apocalíptico, que nenhuma economia, povo ou nação gostaria de passar, é o caos suplantando os direitos de estado, individuais e humanos.

Podemos afirmar que, mergulhamos de vez no caos que se instalou naquele momento. Planos econômicos traçados, governos com suas economias paradas, traçando o que podemos chamar de políticas públicas destinadas a sociedade, em quase todos os governos do mundo, países capitalistas, desenvolvendo planos de subsidiar com recursos próprios o custeio e subsistência da população, uma forma de manter todos alimentados.

Até meados de Agosto à Outubro/2020, tínhamos uma preocupação de como alimentar as pessoas, particularmente me lembrei da Teoria Malthusiana do Economista, Thomas Robert Malthus que acreditava; que a produção de alimentos cresceria em progressão aritmética (PA), e já a população em progressão geométrica (PG). Essa tese tinha como ênfase um cenário de catástrofe global, da qual se não fossem tomadas medidas cabíveis faltaria alimento à todos.

Essa tese catastrofista do século XVIII, não aconteceu, pois o aumento de produção agrícola aumentou e nos dias de hoje, temos alimento para alimentar o mundo.

Com a chegada da vacina, nos remonta a esperança de dias melhores e a possibilidade de frear e desacelerar a pandemia, retomando as atividades da indústria, comércio e setores importantes da economia. E como fica a vida dos brasileiros?

Alto desemprego, aumento da desigualdade social, novos agentes deficitários. Em 2019, o endividamento das famílias brasileiras era o maior em três anos, antes da pandemia, segundo dados do Banco Central. Em relação à renda acumulada em 12 meses, como 64,6%, já em 2020, esse número saltou para 66,5%, segundo a CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, superando a máxima, o índice reporta um aumento de 2,7% de pontos percentuais para cima.

Esse é o “novo normal” como está sendo chamado em todo o mundo. Nos resta sermos esperançosos, por dias melhores, politicas públicas que sejam eficazes para a população como um todo, acreditando que a celeridade, pela vacinação da população seja fluída, para que possamos voltar ao cotidiano. O que levará tempo, temos que nos adequar a realidade dos fatos, ao “novo normal” aprender a conviver com o vírus, determinando a volta da economia a todo vapor, pelo bem da subsistência de todos os setores e para subsistência da população e o “desafogamento” da previdência social para que o país possa respirar melhor do endividamento público.

O governo vem estudando, a volta do auxílio emergencial, o que para muitos poderá ser um alívio, para o estado poderá ser o pesadelo. O governo deve tomar decisões pautadas com responsabilidade social, para não incidir em crime de responsabilidade em pedaladas fiscais.

A máquina pública, possui diversas engrenagens e cada uma delas é um centro de custeio diferente do que imaginamos. Então quando o governo gasta mal ou investe mal, são convenções diferentes, quem sofre é a sociedade. O governo deve encontrar a solução de onde tirar o dinheiro, de qual centro de custo vai gastar para socorrer a massa da sociedade, caso contrário, será inócua qualquer tomada de decisão. Em contra partida, aqueles que necessitam não podem ficar sem a dependência do estado.

6 comentários

  1. Matéria muito bem esmiuçada concordo com 99% mais a questão do auxílio (agora) o governo tem a seu favor dois representantes na câmara e senado o que vai facilitar o retorno do auxílio.

    Curtir

  2. Matéria muito lógica e muito bem abordada. Porem eu acredito que, na parte da Teoria Malthusiana, não só a produção agrícola aumentou como também o ser humano tem se reproduzido menos. Podemos ver isso nos índices de natalidade dos países tendo relação com o seu nível de desenvolvimento, quanto mais desenvolvido é a região e melhor é a situação financeira da população, menor é a sua taxa de natalidade.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: