Coluna Esporte

Seleção brasileira segundo escalão do futebol mundial

Hoje venho aqui neste espaço discutir e analisar o atual momento do futebol brasileiro em comparação a outras seleções no cenário mundial. Óbvio que já conheço argumentos de que somos cinco vezes campeão do mundo, de que tivemos craques como Pelé, Garrincha, Zico, Romário, Ronaldo e Rivaldo. Tudo isso já conhecemos, porém não é o que me leva, nesse momento a crer que hoje, a seleção brasileira foi transformada no time da CBF e que na prateleira do esporte bretão nos encontramos no segundo estágio. E o que me leva a pensar assim? O desempenho e os resultados dos mundiais de 2006 até os dias atuais. Em 2022 vamos completar 20 anos do último título. Um hiato muito parecido com o que vivemos entre 1970 a 1994. E é na comparação desses períodos que minha inquietação.

Uma das grandes virtudes na formação de nossas seleções eram as transições de gerações em cada setor do campo. Júnior, Branco e Roberto Carlos na lateral-esquerda. Careca, Romário, Ronaldo, Adriano, no comando de ataque. Zico, Raí, Rivaldo e Kaká como jogadores de elo meio-campo e ataque. Enfim, vamos levantar diversos jogadores que seguraram o rojão com o passar dos tempos, que se não se tornaram campeões, o desempenho dentro de campo era minimamente competitivo. Todavia, esse elo de transição começou a ser quebrado na Copa de 2006 e completamente afundado em 2010, sob o comando de Dunga. Ali era o start para tragédias, como a do Mineirão na Copa disputada no Brasil.

Sobre desempenho vamos lembrar que fomos eliminados nas quartas-de-final nas Copas de 2006(França), 2010(Holanda) e 2018(Bélgica). Fomos a semifinal em 2014, onde aconteceu a maior derrota da história do nosso futebol diante da Alemanha. Outros fatores devemos levar em conta para que o desempenho na principal competição de seleções

Paramos de competir e disputar jogos contra grandes seleções. A camisa verde e amarela parou visitar seus principais rivais graças um contrato publicitário que fez enfrentarmos adversários poderosos como China, Letônia, Eslováquia e o cata-cata do Principado de Mônaco. Tal acordo fez o Brasil se desvincular por completo do torcedor tupiniquim, pois o Emirates Stadium, em Londres passou a ser “a nossa casa”. Jogadores cada vez mais adaptados e preparados para o futebol do velho continente fez nossa base produzir uma série de robôs, que deixaram de lado o empirismo tupiniquim para o maçante e repetitivo treino com campo reduzido, movimento tático pré-estabelecido. A europatização do nosso futebol agora atinge outro estágio. A vinda dos técnicos para o mercado

Você lendo isso deve pensar: “Esse cara é contra técnico estrangeiro!” E eu lhes digo: “Sou muito a favor!” Os caras estão h[á uns 20 anos mais evoluídos que os daqui. Nossa seleção perde tempo em não ter um com a visão globalizada. Porém, duvido que algum treineiro europeu se meta em dirigir a seleção canarinho. A bagunça aqui é tanta no calendário que na primeira convocação com rodadas em jogos decisivos, ele iria pedir o boné. Ou seria fritado quando tentasse corrigir nossa louca jornada futebolística que dura de domingo a domingo sempre com um joguinho mequetrefe.

Todos esses conflitos de datas, competições, redução intelectual dos comandantes de beira de campo, ou dos de terno e gravata, no tapete artificial fazem do Brasil hoje um time de segundo escalão. Esse sinal ficou bem mais reluzente quando fomos eliminados para a Bélgica. O time belga tem bons jogadores, formou um bom time que com uma vasta aplicação tática derrotou o Brasil, na melhor apresentação naquela competição.

Ainda, por muito tempo, aqui no Matéria Livre vou bater nesta tecla e abordar pontos que são importantes para uma reflexão mais profunda sobre o nosso futebol. E em breve volto também para falar sobre a reta final do Brasileirão 2020.

***EM TEMPO***

Torcedor fanático(só pode) bancou R$ 1 Mi para Rodinei poder enfrentar o Flamengo, que detém os direitos econômicos do atleta. Das duas uma: Ou o cara é muito fanático e faz qualquer loucura pelo time que torce ou não tem o que gastar e faz esse empréstimo carinhoso.

****PANO RÁPIDO****

Chamusca no Fogão! Glorioso apresenta Marcelo Chamusca como novo treinador. Vamos lá, porque a piada já está pronta .

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