Quando vamos conseguir chegar ao fim da “montanha-russa” na pandemia

De acordo com G1, o Governo do Rio de Janeiro está tentando novamente por em prática flexibilizações.

Um ano de adaptação e parece que os 12 meses que se passaram desde o início da pandemia ainda não foram o suficiente para que as pessoas percebam que esse momento, o qual estamos vivendo, seja uma despedida de nossa antiga normalidade.   Entrarmos em uma “atualizada” em razão do que o mundo está passando. Em apenas uma semana o Brasil passou de 300 mil para 325 mil mortes. Só de saber que o mês de março foi considerado o mês mais letal da pandemia no Brasil desde seu início, já é motivo suficiente para acender nosso alerta máximo e buscarmos nos proteger. Porém parece que para o público das festas clandestinas e os banhistas no Rio de Janeiro ainda não “caiu a ficha”. Hoje essas pessoas que estão desrespeitando as restrições da pandemia ao frequentarem essas aglomerações por lazer,  estão desrespeitando não só suas próprias vidas como de todos a sua volta.

O motivo da flexibilização de acordo com depoimento de representantes políticos seria uma ligeira queda do número de contaminados que ocorreu de um dia para o outro. Nesse caso, não poderia ser melhor garantir o aumento dessa queda do que arriscar um número maior de vítimas?

Na manhã da Sexta-feira Santa, dia 2 de abril de 2021, liguei a televisão na GloboNews para me inteirar das questões que estavam sendo debatidas no “Estúdio i”. O assunto era bastante interessante e falavam das “novas, porém, antigas” regras que o governo do estado estaria com planos de aplicar. No cardápio estavam inclusos a reabertura dos bares, lanchonetes, restaurantes, clubes, atrações de entretenimento (cinemas e teatros), e mais uma vez, a tentativa das escolas em retomar as aulas presenciais.

Cheguei a perder a conta de quantas vezes eles já tentaram a reabertura e uma semana depois cancelaram.

Foto: Pixabay

Mais uma tentativa, mesmas histórias:

 Em um artigo anterior, que postei em 20 de janeiro desse ano,  questionei o verdadeiro motivo de se ter tanto interesse no retorno dos alunos as instituições de ensino presencialmente. O questionamento que faço aos meus leitores nesse tópico é o seguinte: “Quem está mais interessado no retorno imediato às escolas: país, alunos, empresários ou governo?”  É fato que instituições de ensino durante algum tempo acabou perdendo o prestígio em relação a sua função que é educar academicamente os seus alunos. Os profissionais que estão lá dentro são doutores, pedagogos e pós-graduados, em que sai de casa todas as manhãs de segunda á sexta-feira para tentar moldar e introduzir novos conhecimentos que podem ser úteis na vida dos estudantes. Esses conhecimentos estão baseados em linguagens, ciências, matemática, geografia e estudos da sociedade.

Teve uma época quando os colégios foram liberados, eu estava em um grupo de WhatsApp conversando e  questionei se os filhos de um amigo estavam voltando para o colégio. Ele me respondeu que o pediatra das crianças havia dito que era seguro e que ele e a mãe das crianças estavam confiantes na ciência. O baixo índice de contágio infantil poderia até ser verdade, porém, bastaram alguns meses para que o meu sobrinho fosse contaminado em uma dessas idas para a escola. Após essa triste notícia que recebi, começaram a chegar relatos de diversos casos onde outras crianças pequenas haviam voltado do colégio com sintomas.

Muitas instituições de ensino já se adaptaram ao estudo remoto, tanto que um dos principais aplicativos usados pelos estudantes e profissionais de Home Office, o Zoom, noticiou o aumento de 169% de usuários e o alcance de uma receita recorde em apenas um trimestre no ano passado. Outra plataforma conhecida que pertence à Microsoft anunciou o registro de mais de 115 milhões de usuários ativos por dia no final de outubro de 2020. Mas também devemos considerar que não são todas as famílias que possuem estrutura para manter suas rotinas funcionais durante a pandemia.

Foto: Pixabay

O que dizem os profissionais:

Em busca de algumas respostas para mostrarmos o lado da necessidade de algumas famílias que realmente estão precisando, mesmo que contra a vontade, mandar seus filhos irem estudar presencialmente. As psicólogas Aline Rosa de Abreu e Giulliana Rocha, sócias-proprietárias do Espaço AGA, localizado na Barra da Tijuca, fazem algumas observações sobre a questão. Aline afirma que muitas mães não possuem uma rede de apoio, por isso são obrigadas a trabalhar com ou sem o filho, ou independente da paralisação.

Em relação a experiência de Giulliana com seus pacientes durante a pandemia foi percebido um aumento da dificuldade de se trabalhar em Home Office com as crianças em casa, somando ainda com os deveres de casa e as aulas online em que os pequenos possam necessitar da ajuda dos pais para entenderem a matéria. Isso faz com que os adultos tenham que se desdobrar em mil para poder dar conta de tudo diariamente.

“Durante um ano inteiro, muitas crianças fizeram aula online, o que não as proporciona a mesma qualidade do que seria no presencial em relação ao entendimento das matérias. Por esse motivo, precisam da ajuda de um adulto para realização dos deveres e para que mantenham a concentração. Muitas vezes esse adulto está em horário de trabalho e mesmo em Home Office, pode acabar ficando sobrecarregado.” — explicou Giulliana.

Acompanhe os últimos artigos de Luca Moreirawww.instagram.com/lucamoreirareal

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