Multi-instrumentista brasileiro, Israel Tenório busca reconhecimento internacional ao misturar hard rock e brasilidade nas canções

Tempo de leitura: 2 Minutes

Vocalista da banda gospel Kruyssen, o potiguar trabalha em bares norte-americanos para se consolidar lá fora

O músico e compositor potiguar Israel Tenório busca consolidar sua carreira internacional e por isso vive hoje nos Estados Unidos experimentando sonoridades e diversas casas de show diferentes.

Tenório iniciou a carreira na banda de rock cristão Kruyssen  e desde então vem tentando viver da música, seja com a banda ou em carreira solo. Incorporando a sonoridade hard rock de artistas como Bon Jovi, Dire Straits e Bryan Adams, foi o principal compositor de sua banda, o que lhe deu segurança para colocar à prova seu talento sem os parceiros de grupo.

O  Kruyssen lançou dois discos, “Pelo Seu Poder” (2006) e “Metanoia” (2019). A experiência como compositor e produtor de uma banda independente lhe deu os devidos calos para entender como lidar com o árduo caminho do mercado musical. Muitas vezes, tirando dinheiro do próprio bolso, Israel manteve o sonho intacto. “Acontece que, no meio independente, todo o esforço precisa vir de você, especialmente se tratando do meio gospel, que, ao contrário do que se pensa, é ainda mais restrito”, explica Israel. 

Veículos importantes sobre música enxergaram a caminhada do vocalista, guitarrista e líder do  Kruyssen. Israel Tenório chegou a figurar entre os melhores guitarristas do país pelo Cifra Club. “Tocamos nas rádios locais, tínhamos clipes exibidos na TV e mais. As pessoas sabiam cantar nossas músicas até antes de lançarmos os álbuns oficialmente”, conta.

Na busca por lapidar a sonoridade de suas composições no projeto paralelo Banda 3passos, Israel incorporou elementos de gêneros mais populares como reggae, frevo, axé, samba, forró, enriquecendo as referências em suas canções.

Além de compositor, Tenório faz shows cover prestando homenagens a grandes nomes da música como Raul Seixas, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Cazuza, Tim Maia, o que lhe rendeu noites de trabalho em bares e casamentos. “Estava acostumado, com a Kruyssen, a ter shows delimitados, de no máximo uma hora e meia, com nossas próprias músicas. O mundo de tocar nas noites é completamente diferente. Os setlists às vezes chegavam a quatro horas de duração, fora a pressão em manter o público sempre animado”, explica o músico. 

Israel Tenório aponta com propriedade as diferenças entre tocar no Brasil e nos Estados. “Aqui, nos EUA, precisamos encarar cada apresentação com muito carinho e cuidado. Independentemente do lugar em que estejamos tocando, a forte concorrência nos lapida a sermos cada vez melhores, renovando nosso repertório e incrementando nosso equipamento e nosso setlist. Muitos também não sabem, mas aqui nós montamos e desmontamos todo o equipamento de som, pois as casas raramente têm seus próprios equipamentos. A exigência física e mental é grande, mas, no entanto, o retorno é maior”, aponta o cantor que espera ser cada vez mais reconhecido e já trabalha em novos álbuns autorais.

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.