A elevação de taxa básica de juros, é a luz no fim do túnel para investidores de renda fixa, e a volta do auxílio emergencial

O Comitê de Política Monetária – Copom, é o órgão do Banco Central, responsável pelo controle da taxa básica de juros da economia.

Nesta quarta-feira (17), houve elevação de juros em 0,75 ponto percentual, e com isso os investimentos de renda fixa, como a Selic passou de 2% para 2,75% a.a.

Cenário de inflação que preocupa o mercado

Essa alta da taxa básica da Selic, pode evidenciar diversos cenários, um deles é a alta da inflação, como os títulos de renda fixa. São títulos emitidos pelo governo, quando o investidor adquire um título público (papel), a uma taxa básica de juros remuneratórios, sendo os juros a menor ou abaixo do praticado, isso pode evidenciar estabilidade econômica da economia do país.

Quando a taxa de juros remuneratória é alta, isso quase sempre é um “joguete” para alavancar e atrair mais investidores, ou seja, você (investidor), empresta dinheiro ao governo que por sua vez, vai utilizar esse capital para investir nas contas públicas, em contra partida a remuneração ao investidor será “a maior” em comparado se o estado não estivesse em situação de defasagem de contas públicas ou endividado.

No resumo, o que o governo faz com o seu dinheiro é muito próximo o que as instituições financeiras fazem com os correntistas ou poupadores, um simples “colchão de liquidez”.

O estado por sua vez, não somente pode destinar o capital do investidor, a contas publicas, como poderá ter como destino final fundos de pensão, empréstimos a terceiros, financiamento de obras, subsídios a bens imóveis e movéis como imobilizados.

De modo geral, e eu já disse isso aqui, no matéria livre, o governo federal independente de seu governo e ano de atuação, desde a refundação da república, sempre fez péssimas escolhas investindo mal o dinheiro público que só escoou, nos últimos anos de forma ineficaz, a exemplo disto, vivemos a pior catástrofe do século 21, e só construímos estádios, e nem se quer uma rodovia de excelência nós temos hoje no Brasil. 

Para o investidor, essa alta dos juros de taxa básica é excelente, principalmente para o investidor estrangeiro que não reside no Brasil, e adquire um volume alto de títulos do governo, pois além de viver em um país em melhores condições que o Brasil, não terá que conviver com a defasagem e arrocho salarial, em concomitância a inflação.

Analistas de mercado, dizem que já era esperado este aumento porém que o mercado financeiro foi pego de surpresa, uma vez que esperava-se o aumento de 0,5 ponto percentual e não acreditava-se que esse seria o momento ideal.

Desde 2015, não havíamos aumento na Selic, em 2019 houve retração na taxa básica o que deixou muitos investidores com o pé atrás.

Nos bastidores do mercado financeiro, dizem que até o fim de 2021 essa taxa irá subir para 5,5% a.a.

Em justificativa o Copom afirmou “que o cenário atual da economia não pede grau de estímulo extraordinário e que as expectativas de inflação superam a meta no “horizonte” da política monetária”.

Opinião: Esse alto grau de elevação taxa básica remuneratória é preocupante.

Auxílio Emergencial

O presidente Jair Bolsonaro, realizou a assinatura de duas medidas provisórias (Mps) que tem como ênfase, o pagamento do novo ciclo do auxílio emergencial.

Esse novo projeto, visa atingir mais de 46 milhões de brasileiros e foi enviada ontem, quarta-feira (17) para que o presidente realizasse a assinatura.

Existe ainda, a segunda Mp que tem por objetivo, a liberação de crédito extraordinário e que foi finalizada pela equipe econômica de Guedes nesta madrugada de quinta-feira (18).

Ainda não se sabe ao certo, a quantidade de parcelas do auxílio emergencial, em fevereiro o presidente, afirmou que seriam quatro parcelas e segundo Paulo Guedes, o valor quantitativo em espécie definida, ficaria entre R$ 175,00 e R$ 375.

O governo pretende começar o pagamento ainda em Abril.

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