Cibersegurança vira infraestrutura básica para PMEs em meio ao avanço de golpes digitais
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Assim como internet, energia e sistemas de gestão, a proteção digital se torna requisito para manter operações, vendas e relacionamento com clientes em funcionamento.

Durante anos, a cibersegurança foi tratada por pequenas e médias empresas como uma preocupação inexistente ià área de tecnologia. Com a digitalização da rotina empresarial, esse entendimento mudou. Hoje, proteger dados, acessos, sistemas e canais de atendimento passou a ser tão essencial quanto manter internet, energia elétrica e plataformas de gestão em funcionamento.

A mudança acompanha a incorporação de ferramentas digitais ao dia a dia dos negócios. Sistemas em nuvem, aplicativos financeiros, emissão de notas fiscais, plataformas de venda, videoconferências, meios de pagamento e canais de atendimento online tornaram as operações mais ágeis, mas também ampliaram a exposição a golpes, fraudes e interrupções.

Às vésperas do Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas, celebrado em 27 de junho e reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o tema ganha relevância pela relação direta entre segurança digital e continuidade dos negócios. Para empresas de menor porte, um incidente pode comprometer vendas, paralisar atendimentos, afetar processos internos e abalar a confiança de clientes e fornecedores.

Os números ajudam a dimensionar o risco. Uma pesquisa global realizada pela Mastercard em 2025 com mais de 5 mil proprietários de pequenas e médias empresas, em quatro continentes, mostrou que 46% dos entrevistados já sofreram algum ataque cibernético. Entre as empresas afetadas, quase uma em cada cinco entrou em processo de falência ou encerrou as atividades após o incidente. Além dos prejuízos financeiros, 80% precisaram reconstruir a confiança de clientes e parceiros.

O avanço da digitalização também mudou o perfil dos alvos. Ataques que antes se concentravam em grandes corporações passaram a atingir empresas de menor porte, muitas vezes com estruturas de proteção mais limitadas, equipes reduzidas e menor capacidade de resposta a incidentes.

“O risco digital deixou de ser apenas uma questão de tecnologia. Hoje, ele está diretamente ligado à continuidade do negócio. Dependendo da operação, uma interrupção causada por um incidente de segurança pode afetar vendas, atendimento, processos internos e até a relação com clientes e fornecedores, além de comprometer a credibilidade e a reputação da empresa”, afirma Carlos Peres, gerente comercial da Valenet e especialista em soluções corporativas de conectividade.

Nesse cenário, a engenharia social se consolidou como uma das principais ameaças ao ambiente corporativo. Em vez de explorar apenas falhas técnicas em sistemas, criminosos manipulam comportamento, confiança e rotina dos usuários para obter acesso a informações, credenciais e recursos financeiros. Golpes por WhatsApp, boletos falsos, clonagem de identidade, falsas centrais de atendimento e mensagens fraudulentas já fazem parte da realidade de muitas empresas.

“O fator humano ainda representa uma das maiores vulnerabilidades da segurança digital. As empresas incorporaram rapidamente novas tecnologias ao dia a dia, mas a conscientização dos usuários nem sempre avançou no mesmo ritmo. É justamente nessa diferença que os criminosos encontram oportunidades”, explica Peres.

A inteligência artificial adiciona uma nova camada de complexidade ao problema. A mesma tecnologia que pode fortalecer mecanismos de monitoramento e resposta a incidentes também vem sendo usada para tornar golpes mais convincentes, com mensagens personalizadas, simulação de voz, criação de imagens e produção de conteúdos falsos com alto grau de realismo.

“A clonagem de voz e vídeo, que até pouco tempo exigia conhecimento técnico avançado e recursos computacionais significativos, hoje está muito mais acessível. Isso aumenta a necessidade de atenção diante de contatos inesperados, solicitações financeiras e pedidos de compartilhamento de informações”, alerta.

Para Peres, a proteção digital precisa ser encarada como parte da estrutura operacional das empresas, e não como um investimento isolado em tecnologia. A combinação entre conectividade segura, políticas internas, controle de acessos, atualização de sistemas e capacitação de equipes tende a ganhar espaço à medida que os negócios se tornam mais dependentes do ambiente digital.

“Não existe uma solução única capaz de eliminar todos os riscos. Segurança digital é uma responsabilidade compartilhada entre provedores, empresas e usuários. A proteção efetiva depende da combinação entre tecnologia, processos e comportamento”, conclui.

SERVIÇO:

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Site: www.valenet.com.br

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