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Times Regionais tem que pensar em Nacionalização
Tempo de leitura: 4 Minutes

O ano de 2021 começou, já estamos em março e a temporada de 2020 ainda não foi concluída. A paralisação pelo surto de COVID-19 foi inevitável. Alguns clubes, como o Flamengo, se apressaram pela volta. Um contraponto desconexo com o que vivíamos naquele momento. Outros clubes, mais conscientes, como Botafogo e Fluminense cruzaram os braços, numa forma de confrontar o rival e usar como pano de fundo a PANDEMIA. Nada se resolvia, até que em determinado ponto, a disputa do Estadual voltou, toda desconexa e sem sentido, se tornando sem valor moral também. Ser campeão foi mera formalidade, pouco comemorado.

Daí passaram-se quinze, vinte dias e só a partir daí começou o Campeonato Brasileiro. Disputa em calendário trepado, surtos de covid em diversos clubes, inclusive no apressadinho Flamengo, que esperneou, quis ir para justiça, cancelar jogos, enfim, escorregou na soberba de uma diretoria que só enxerga cifra e não pessoas. E o torneio foi se atropelando. Trombava com Libertadores e Sul-americana, Eliminatórias para Copa do Qatar, Copa do Brasil. Uma gama de jogos com horários e datas mal ajambrados. Atletas extenuados, departamento médico trabalhando a toque de caixa. Teste jogador, recupera jogador, põe atleta para jogar, cirurgias e o descanso, que é bom, nada. E diante de tanta turbulência e inconsequência, o Campeonato Brasileiro terminou.

Essa loucura “magnânima” que é o nosso calendário serviu para testar algo que já passa na cabeça dos organizadores há algum tempo. Estender o calendário, criar a temporada com ano duplo, como é feito na Europa. Mediu-se e ficou visto que é possível. E aí vem a pergunta: como fazer isso com a presença dos estaduais?

Somos um país exageradamente conservador em inúmeros aspectos. E o futebol é um desses fatores. Argumentos de que o Certame Estadual serve para dar vida aos clubes menores, de cidades e bairros, pode começar a cair por terra quando se coloca em prática a palavra Planejamento. Times do Interior de São Paulo, Região Sul e Nordeste já se atentaram para isso. A nacionalização das Agremiações. E como fazer isso sem os estaduais? Hoje, eu diria quase impossível, porém, existem mecanismos nessas competições que fazem com que os clubes cresçam no âmbito nacional. O combalido Estadual dá vagas para competições como Copa do Brasil e Série D. Esse é o primeiro passo, já que competir com as grandes potências locais os limitam a serem reconhecidos apenas nas cercanias. A Copa do Brasil, a cota para jogo único, muita das vezes salva o orçamento anual desses clubes. O lado desportivo acaba em segundo e terceiro plano. A disputa da série D é extremamente desgastante. Porém, por mais difíceis que sejam, é por ali o caminho para se firmarem no cenário nacional. Posso citar diversos clubes que enxergaram esse caminho. No nordeste a Fortaleza é um grande exemplo. Amargou anos na série C, bateu na trave muitas vezes e depois que se estruturou, criou planejamento chegou à série A, se mantém por lá e até disputou a Copa Sul-americana. O Bahia no mesmo sentido estruturou-se, mudou a maneira de pensar e agir e hoje é uma potência nacional. O Cuiabá, que estreia na Série A 2021, apesar de ser de uma região não citada por mim anteriormente, é um time que chegou ao objetivo em pouco tempo e quer se manter por lá. Outro exemplo, a Chapecoense série D.C,B e A, Final de Copa Sul-americana, tragédia aérea, resistiu por um tempo, sucumbiu a Série B e agora retorna das cinzas, como uma Fênix.

Os Estaduais já não são economicamente rentáveis. Os clubes do Rio de Janeiro, por exemplo, perderam muito com a saída da Rede Globo como mantenedora econômica da competição. A arrecadação de todos os clubes caiu. A proposta da Rede Globo era de R$45 milhões por todos os direitos do Carioca, incluindo TV Aberta, Fechada e pay-per-view. Esse valor representa menos da metade do que a emissora pagava no contrato rescindido em 2020, que chegaria a R$120 milhões por ano – projeção para 2024. A proposta da Record TV pelos direitos do Carioca é de R$11 milhões – valor total a ser dividido pelos times – para TV Aberta. Os grandes clubes enxergam que a venda de pay-per-view em canais próprios pela internet pode dar um faturamento maior. Na minha opinião, ainda é muito cedo e embrionário para ter esse tipo de afirmação. E os clubes menores ficam orbitando por migalhas e atrasam o processo de nacionalização, pois, também precisam financeiramente estar fortalecidos.

***EM TEMPO***

Uma temporada trepada na outra e o período dos jogadores em segundo plano. O descanso também faz parte para termos jogos melhores e mais disputados. A qualidade do espetáculo interfere diretamente no valor do produto. Dirigentes, pensem!

****PANO RÁPIDO****

O jogador Thiago Galhardo demorou 72 horas para dizer “obrigado por lembrarem de mim” e “se fosse campeão nem lembraria disso”. Na boa era melhor manter o anonimato. Vestiu a carapuça que lhe foi endereçada!

1 comentário em “Times Regionais tem que pensar em Nacionalização

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