Delacroix, paixão sustentada por um desejo formidável

Auto-retrato Eugéne Delacroix / Divulgação

Nascido em Charenton-Saint-Maurice em 1798, Ferdinand-Victor-Eugene-Delacroix era o quarto filho de um alto funcionário do antigo regime, que virou revolucionário e nos anos do diretório foi Ministro das relações exteriores, e mais tarde, embaixador nos Países Baixos. Por fim foi fez-se prefeito Imperial Marselha e Bordeaux onde Delacroix passou os primeiros anos de sua vida.

Com a morte da sua mãe em 1814 ele foi obrigado, então, a morar com  sua irmã mais velha  Henriette, casada com Diplomata Raymond de Vernac.

A liberdade guiando o povo / Divulgação

 “Coloquei em prática um projeto tantas vezes concebido de escrever o diário, desejo sobretudo ,não perder de vista aquilo que escrevo para mim mesmo, portanto espero sempre ser sincero, isso me tornar uma pessoa melhor, esta folha registrará minhas mudanças.”

 Escreveu Delacroix em um diário que começou a fazer em 3 de setembro de 1822, dia do oitavo aniversário da morte sua mãe, durante as férias passadas com o irmão.

Mulheres de Argel / Divulgação

Ao longo dos anos, o jovem Delacroix, conquistou sua autonomia do núcleo familiar, ainda que parte do tempo frequentasse o ambiente culto e aristocrático ao qual pertencia por nascimento educação.

“Delacroix era uma estranha mistura de ceticismo, cortesia, dandismo, vontade ardente, astúcia, depotismo, e de uma espécie de bondade singular e doçura que sempre acompanha o gênio.”

Escreveu o amigo poeta e crítico Charles Baudelaire, no ensaio Vida e obra de Delacroix.

A sensibilidade romântica colocou o artista na posição de protagonista de chefe das suas escolhas, reconhecendo sua imaginação como fundamental. Na exploração subjetiva de lugares distantes, do espaço, e do tempo o artista buscava respostas para as próprias inquietudes, e para aplacar sua sede de conhecimento. Ao interesse por terras exóticas e pela pureza das culturas primitivas, se une a atração pela literatura de Dante, Ariosto, Tasso, Shakespeare e Milton.

Casamento judaico em Marrocos / Divulgação

Os primeiros trabalhos de Delacroix, foram encomendados pela pintura religiosa sob o guarda-chuva da tradição. Apesar de não serem iniciativas do caminho que o artista iria percorrer, já exprimiam a polaridade inerente à seu trabalho, por meio a tensão criativa individual, independente, e a vontade de origem iluminista, de manter seu pensamento dentro de uma estrutura racional e Laica. A virgem da colheita 1819 para igreja de Orcemont, e a Virgem do Sagrado coração de (1820) para Catedral de Ajaccio.

São respectivamente inspirado em Rafael e Michelangelo, artistas que influenciaram de maneiras diversas, a geração romântica. Delacroix, em particular, estudou os dois Mestres no período de sua formação, relendo aspectos da pintura de ambos, de modo autônomo e distante dos lugares-comuns impostos pelo gosto corrente à arte do passado.

Jacó lutando com o anjo / Divulgação

“Existem certos defeitos que dão vida as pessoas comuns.”
Escreveu Delacroix, em seu diário em 7 de Maio de 1824.

Traço do temperamento de Delacroix é a tela Barco de Dante tema da literatura Universal a obra jogava com o seguro ele permite um possível golpe de sorte alguém provável no caso de um tema contemporâneo como conflito turco grego que ele considerou pintar num primeiro momento.

O barco de Dante / Divulgação

A pintura de âmbito literário parece, desde o início, mais afetar ao espírito de Delacroix, leitor assíduo de autores contemporâneos, abordados em sua obra de maneira instintiva e desordenada e subordinados ao momento de sua inspiração. Foi assim com a pintura a Morte de Ofélia que retratada uma cena da peça, Hamlet, de William Shakespeare e também no quadro Hamlet e Horácio no cemitério 1839.

Em Delacroix, a cor segue sempre pensamento. O drama concebido, o poema que pretendia cantar, se expressava por meio de uma cor apripiada. Essa eloquencia da cor, essa harmonia lírica é a grande força do gênio Delacroix.

Lion Hunt / Divulgação

Graças a essa compreensão do caráter estético da cor ele pode com segurança com prendedor de expressar seus sonhos e pintados triunfos as tragédias a intimidade e a dor.

Por meio século Delacroix  se esforçou para obter mais luz, e mais esplendor, mostrando assim o caminho a seguir, explicou as vantagens de uma técnica sabia, e a lógica articulada, que não aplaca em nada paixão do pintor, mas a reforça. O grande criador também um grande mestre: o seu ensino é tão valioso como seu trabalho.

“Uma grande paixão sustentada por um desejo formidável, esse era Delacroix. A seus olhos a imaginação era o dom mais precioso, e a faculdade mais importante, mas essa faculdade permanecia impotente, estéril, se não houvesse uma habilidade rápida, pronta para seguir o grande poder despótico de seus caprichos impacientes. Delacroix, tudo era energia, energia provieniete dos nervos e da vontade.” -Charles Baudelaire.

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