A rivalidade entre Caprichoso e Garantido encontra Romeu e Julieta em novo espetáculo da Buia Teatro,  com estreia em maio no CCBB BH
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Foto: Hamyle Nobre

Uma releitura amazônica do clássico de William Shakespeare, ambientada na ilha Tupinambarana, território simbólico dos festejos de Caprichoso e Garantido, dá origem a Romeu e Julieta de Parintins – Ecos da Selva, novo espetáculo da Buia Teatro Company, de Manaus (AM), que estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) em 8 de maio e cumpre temporada até 15 de junho de 2026, com sessões às sextas e segundas, às 20h; e aos sábados e domingos, às 16h. Os ingressos, a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), podem ser adquiridos pelo site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH, a partir de 29 de abril.

 

Inspirado no universo de rivalidade entre os bois-bumbás Caprichoso, azul, e Garantido, vermelho, agremiações que protagonizam uma das mais importantes manifestações da cultura popular brasileira, o espetáculo transporta o conflito amoroso de Romeu e Julieta para o coração de Parintins, no Amazonas. Na montagem da Buia Teatro, Romeu pertence à nação azul, enquanto Julieta é a sinhazinha do Garantido, vivendo um amor proibido atravessado por disputas, pertencimento e paixão.

A concepção e a direção são assinadas por Tércio Silva, cofundador da Buia Teatro Company, que conduz essa releitura a partir do imaginário do boi-bumbá e da força simbólica do Festival de Parintins. O espetáculo atravessa a vida cultural da ilha, ao transformar a rivalidade entre os bois em linguagem cênica, reinventando o clássico shakespeariano sob uma perspectiva amazônica, popular e contemporânea.

Com narrativa conduzida pela música, o musical conta com texto e canções originais de Tim Rescala, artista com indicações ao Grammy Latino e trajetória reconhecida por prêmios como Shell, APTR, Mambembe, APCA e CBTIJ. O elenco Romeu e Julieta de Parintins – Ecos da Selva reúne artistas amazonenses e ganha a força da participação especial da atriz Débora Duboc, vencedora dos prêmios Shell e APCA. Maria Hagge interpreta Julieta, enquanto Yago Reis dá vida a Romeu, conduzindo o centro afetivo da narrativa. Clayson Charles assume os papéis de Prefeito, Baltazar e Mercúrio; Elton Nogueira interpreta João, o Apresentador do Caprichoso, e Benvólio; Roque Baroque vive Paris, Teobaldo e o Apresentador do Garantido; Rafael Siano interpreta Padre Pajé, Sr. Capuleto e Sansão; Janaina Azevedo assume Sra. Capuleto e Abraão; e Débora Duboc se divide entre Ama e Gregório.

A ideia do espetáculo surgiu durante a pandemia, em meio às pesquisas da companhia sobre formas de revisitar clássicos para dialogar com as infâncias e com novos públicos. “Naquele período, estávamos mergulhados no processo de um Brecht para crianças, ‘Bertoldo – o tubarão que queria ser gente’, investigando como certos clássicos podem ser revisitados sem perder sua força. Foi então que surgiu o desejo de buscar Shakespeare e de nos perguntar: como atualizar uma dramaturgia tão conhecida para conversar com os novos públicos? E, entre tantas obras, não há nada mais atual do que Romeu e Julieta, porque, no fundo, é uma história sobre o futuro, sobre como uma guerra herdada, sustentada por adultos e tradições de conflito, pode roubar o amanhã de dois jovens que só querem viver o encontro. Na nossa adaptação, a tragédia permanece como tensão, mas é atravessada por outra energia: a leveza, a beleza e o amor com que o Festival de Parintins foi construído pelo seu povo”, afirma Tércio Silva.

Para o diretor, “Romeu e Julieta de Parintins – Ecos da Selva” também nasce como homenagem à ilha Tupinambarana, à sua gente e à potência coletiva que mantém viva a festa dos bois, uma celebração em que rivalidade e arte caminham juntas. “Em 2026, levar essa história ao palco faz ainda mais sentido: é um gesto de afirmar que os clássicos só continuam vivos quando encontram o presente e de celebrar Parintins como uma Verona brasileira, onde cultura e pertencimento se tornam matéria da cena”, destaca o artista, sócio-fundador da Buia Teatro.

Ação Formativa – Teatro de Grupo na Amazônia: poéticas, processos e sustentabilidade

 

No dia 22 de maio (sexta-feira), das 14h às 17h, no Teatro I do CCBB BH, será realizada a atividade formativa Teatro de Grupo na Amazônia: poéticas, processos e sustentabilidade, ministrada pelo diretor, dramaturgo e produtor Tércio Silva, fundador da Buia Teatro Company. Com duração de três horas, a atividade é destinada a artistas, estudantes de teatro, educadores e interessados nas artes da cena propondo uma imersão nos processos criativos do teatro de grupo a partir da experiência da Buia Teatro na Amazônia. A oficina aborda práticas de criação coletiva, dramaturgia para novos públicos e modos de produção e circulação no contexto da economia criativa, incentivando os participantes a desenvolverem seus próprios projetos e a compreenderem as etapas fundamentais da cena à viabilização. As inscrições devem ser feitas via formulário online no site do CCBB BH (25 vagas).

Buia Teatro Company

 

Fundada em 2015, em Manaus, por Tércio Silva e Maria Hagge, a Buia Teatro Company é hoje uma das mais destacadas companhias brasileiras dedicadas ao teatro para as infâncias. Com sede própria no centro histórico da capital amazonense, desenvolve um trabalho autoral, comprometido com a escuta ativa das crianças, a experimentação estética e a valorização da cultura do Norte do Brasil.

Ao longo de sua trajetória, a companhia recebeu importantes reconhecimentos nacionais e internacionais, como o Prêmio Cenym de Melhor Grupo de Teatro do Brasil (2022), além de indicações e premiações pela APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) e pelo CBTIJ/ASSITEJ Brasil. Sua atuação também ultrapassou fronteiras: a Buia já representou o Brasil em países como Argentina, Turquia, Itália e França, levando sua linguagem singular e poética a palcos e festivais internacionais.

Ficha técnica

 

Romeu e Julieta de Parintins – Ecos da Selva

 

Elenco:  Maria Hagge, Débora Duboc, Janaína Azevedo, Yago Reis, Rafael Siano, Elton Nogueira, Roque Baroque e Clayson Charles

Direção e concepção: Tércio Silva

Músicas e texto: Tim Rescala, baseados na obra de William Shakespeare

Direção musical: Hilo Carriel

Assistência de direção e preparação corporal: Monique Andrade

Preparação vocal: Soraya Ravenle

Iluminação: Orlando Schaider

Montagem e operação de luz: Richard Zaira

Cenografia: Tércio Silva

Figurinos: Melissa Maia

Visagismo: Eugenio Lima

Adereços e bonecos: Sergio Nascimento

Desenho de som: Germano Xavier

Produção executiva: Priscila Cruz

Técnico cênico e assistente de produção: Esaú Evandro

Cenotécnica: Casa Malagueta

Execução de cenotécnica: Alício Silva e Giorgia Massetani

Correpetidor: Renan Branco

Produção e realização: Buia Teatro Company

Assessoria de Impressa: Polliane Eliziário – Personal Press

Músicos em cena

Piano e regência: Renan Branco

Flauta: Cássia Lima e Marcos Fernandes

Violoncelo: Isabele Alves

Percussão: Adélia Cristina

Este espetáculo é realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.

 

Circuito Liberdade

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

 

SERVIÇO:

 

Espetáculo: Romeu e Julieta de Parintins – Ecos da Selva, com Buia Teatro Company (AM)

Temporada: De 8 de maio a 15 de junho de 2026

Dias e horários: Sextas e segundas, às 20h; sábados e domingos, às 16h

 

Local: Teatro I – CCBB BH – Praça da Liberdade, 450, Funcionários, Belo Horizonte (MG)

 

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia), disponíveis pelo site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH, a partir de 29 de abril.

 

Capacidade: 262 lugares

O Teatro possui áreas para cadeiras de rodas, assentos especiais para obesos e rampas.

Duração: 75 minutos

Classificação indicativa: Livre

Sessões com acessibilidade

                15/05 (sex) – 20h – Libras

                16/05 (sáb) – 16h – Libras

                29/05 (sex) – 20h – Libras + Audiodescrição

                12/06 (sex) – 20h – Libras

                13/06 (sáb) – 16h – Libras

Bate-papo com o público

                23/05 (sáb) – após a sessão das 16h

                Participação do elenco e do diretor Tércio Silva

Ação formativa

                22/05 (sex) – 14h

                Teatro de Grupo na Amazônia: poéticas, processos e sustentabilidade

                Condução do diretor Tércio Silva e de integrantes da Buia Teatro

                Público: artistas, educadores, estudantes de teatro, educadores e interessados nas artes da cena

                Vagas: até 25 participantes. Inscrições podem ser feitas no site ccbb.com.br/bh

CCBB Belo Horizonte

Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte – MG

Funcionamento – de quarta a segunda, das 10h às 22h

Telefone: 31 3431-9400 | E-mail: ccbbbh@bb.com.br | Site: ccbb.com.br/bh

Redes sociais: facebook.com/ccbbbh | instagram.com/ccbbbh

 

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