Feminicídio antes do fim, podemos mudar com reeducação
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A quantidade de feminicídios cresce de forma alarmante. Mulheres de todas as idades, classes sociais e raças são vítimas diariamente, deixando filhos órfãos e famílias devastadas. A pergunta que a sociedade mais se faz é: “o que se passa na cabeça desse homem?” Ele não tira apenas a vida de uma mulher — destrói toda uma estrutura familiar. Os filhos perdem a mãe, os pais perdem suas filhas, o lar é desfeito, e as crianças passam a ser criadas por terceiros, muitas vezes perdendo referências essenciais para sua formação e identidade.
Precisamos, sim, de leis mais severas e do cumprimento integral das penas. Em muitos casos, trata-se de um agressor reincidente em comportamento, que pode voltar a cometer novos crimes. No entanto, a punição por si só não resolve — porque a vida já foi perdida. Em diversas situações, o agressor tira a própria vida após o crime, encerrando o caso sem responsabilização efetiva. Isso evidencia que precisamos atuar antes do desfecho trágico.
O feminicídio é o ponto final de um ciclo de violência que se constrói ao longo do tempo, marcado por dor, sofrimento e destruição gradual da mulher e de sua família. Por isso, é essencial agir de forma preventiva, cuidando dessa mulher e de seu núcleo familiar antes que esse ciclo se complete. Pensando nisso, foi apresentada ao vereador Junior Cecon, da cidade de Itatiba (SP), uma sugestão de Projeto de Lei que propõe que agressores condenados por violência doméstica participem obrigatoriamente de sessões coletivas de reeducação e acompanhamento.
Essas sessões envolveriam profissionais e instituições como psicólogos, psiquiatras, juízes, delegados, policiais militares, representantes da Secretaria de Saúde, Assistência Social, Direitos Humanos, OAB, Ministério Público, entre outros. O objetivo é promover conscientização sobre os impactos da violência no ambiente familiar, além de abordar fatores agravantes, como o abuso de álcool e drogas.
Quando o fruto é bom, ele germina em outros lugares. O vereador Lorival Vascão, da cidade de São José do Rio Preto (SP), com cerca de 500 mil habitantes, tomou conhecimento do Projeto de Lei nº 24/2026 — que institui o Programa Municipal de Acompanhamento, Reeducação e Responsabilização de Autores de Violência Doméstica e Familiar em Itatiba — e já iniciou a tramitação de proposta semelhante em seu município protocolando o Projeto de Lei 73/26 na Câmara Municipal
A efetividade desse tipo de iniciativa depende diretamente do comprometimento do poder público e do sistema de Justiça. Precisamos de líderes com visão humanitária, como esses vereadores, que compreendem a gravidade dessa epidemia silenciosa que atinge o país. Juntos, podemos ajudar a proteger vidas e preservar famílias.
Sandra Campos conhece de perto a dor e a transformação que podem nascer do sofrimento. Há dois anos, perdeu seu filho, de 24 anos, para o suicídio. Desde então, decidiu transformar essa dor em propósito e passou a atuar como ativista pela vida por meio do projeto “Não te julgo, te ajudo!”. Hoje, Sandra se coloca à disposição para ouvir, gratuitamente, pessoas em sofrimento emocional, oferecendo acolhimento, escuta e humanidade a quem mais precisa. Contato: (11) 94813-7799
