Instituto Akhanda reforça a voz do Sul Global no Diálogo Internacional pela Soberania Climática e Resiliência
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Nessa manhã foi aberto o Diálogo da Sociedade Civil do Sul Global para a Soberania Climática e Resiliência (Dialogue of Global South CSOs for Climate Sovereignty and Resilience), evento preparatório para a COP30, que reúne 45 representantes de organizações da sociedade civil da África, América Latina, Caribe e Ásia do Sul. O encontro busca consolidar posições estratégicas e fortalecer alianças entre os países do Sul Global em torno de justiça climática, finanças transparentes e soberania ecológica.

Nós do Instituto Akhanda participamos como coorganizadores e representantes da América Latina, com a presença de Alexandre Ifatola Dosunmu, presidente do Instituto Akhanda e facilitador regional, e Caroline Kerestes, gestora ambiental e co-facilitadora do Fórum Pré-COP30.

Na abertura do evento, Kwadwo Kyei Yamoah, diretor executivo da HELP Foundation Africa, destacou a importância da participação direta da sociedade civil:

“Hoje dizemos em voz alta e clara: nada sobre nós, sem nós. Exigimos um espaço permanente para as organizações do Sul Global nos processos de decisão da UNFCCC.”

Ele também defendeu uma reestruturação urgente do sistema de finanças climáticas:

“As finanças climáticas devem ser transparentes, equitativas e diretamente acessíveis às comunidades.”

O encontro estrutura-se em três eixos principais:

Soberania ecológica como direito político;

Justiça climática e acesso direto às comunidades;

Solidariedade Sul-Sul como estratégia compartilhada.

Representando o Brasil, o Instituto Akhanda reforça sua atuação inovadora em projetos que integram sustentabilidade, inclusão e economia verde. Alexandre Ifatola Dosunmu e Caroline Kerestes estão otimistas com as propostas e ações em que o Instituto Akhanda vem desenvolvendo ao longo dos anos, e destacam projetos como Hortas para Todos, Horta Sensorial e Ressignificação dos Resíduos Sólidos, que unem educação ambiental, geração de renda e valorização dos saberes tradicionais de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos através da economia verde.

A economia verde é fundamental para todos os povos, pois ajuda a promover a justiça ambiental e social, além de proteger os direitos dessas comunidades. Aqui estão algumas razões pelas quais a economia verde é importante para essas comunidades:

Importância da economia verde:

  1. Proteção dos territórios: a economia verde pode ajudar a proteger os territórios dos povos originários, quilombolas e ribeirinhos, garantindo que suas terras sejam respeitadas e preservadas.
  2. Conservação da biodiversidade: essas comunidades têm uma relação profunda com a natureza e dependem dela para sua sobrevivência. A economia verde pode ajudar a conservar a biodiversidade e proteger os ecossistemas.
  3. Desenvolvimento sustentável: a economia verde pode promover o desenvolvimento sustentável, gerando empregos e renda para as comunidades, sem comprometer o meio ambiente.
  4. Justiça ambiental: a economia verde pode ajudar a promover a justiça ambiental, garantindo que as comunidades sejam tratadas com dignidade e respeito, e que seus direitos sejam protegidos.
  5. Valorização da cultura: a economia verde pode ajudar a valorizar a cultura e o conhecimento tradicional das comunidades, promovendo a preservação da sua identidade e patrimônio cultural.

Exemplos de economia verde em ação:

  1. Ecoturismo: o ecoturismo pode ser uma forma de economia verde que beneficia as comunidades, gerando renda e promovendo a conservação da natureza.
  2. Produtos florestais não madeireiros: a coleta e comercialização de produtos florestais não madeireiros, como frutas, sementes e óleos, pode ser uma forma de economia verde que beneficia as comunidades.
  3. Agricultura sustentável: a agricultura sustentável pode ser uma forma de economia verde que beneficia as comunidades, promovendo a segurança alimentar e a conservação do solo.
  4. Energia renovável: a energia renovável, como a energia solar e eólica, pode ser uma forma de economia verde que beneficia as comunidades, reduzindo a dependência de fontes de energia fósseis.

Desafios e oportunidades:

  1. Acesso a recursos: as comunidades podem enfrentar desafios para acessar recursos, como financiamento e tecnologia, para implementar projetos de economia verde.
  2. Capacitação: as comunidades podem precisar de capacitação e treinamento para desenvolver habilidades e conhecimentos necessários para implementar projetos de economia verde.
  3. Parcerias: as comunidades podem precisar de parcerias com organizações e empresas para implementar projetos de economia verde e acessar mercados.

Os projetos do Instituto Akhanda mostram, na prática, que o desenvolvimento sustentável é possível quando se une conhecimento tradicional, inovação e cooperação internacional. Com essa visão, o Instituto participa ativamente na construção do Pacto pela Soberania por meio das Soluções, que será apresentado como resultado concreto na COP30, em Belém.

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